Publicado em 15 de Julho de 2008

Se der caca, vão dizer que foi idéia de girico.
Guédelon é um ambicioso e estranho projeto, iniciado no interior da França, em 1997. O objetivo: construir um castelo usando a mesma tecnologia do século XIII. Com os mesmos materiais e limitações. O site permite acompanhar a obra (que deve levar ainda mais de 10 anos!) e colaborar.
Os usos “práticos” estão sendo os estudos que equipes de engenheiros têm podido fazer, além de ser uma atração turística: em datas determinadas, tours guiados acontecem no local. Interessante que a cada visita, muita coisa pode ter mudado. Outro detalhe curioso é que os operários trabalham “fantasiados”.
Publicado em 3 de Julho de 2008

No mínimo geram twits criativos.
Webcard é coisa da Web 0.2, ok, mas esses valem a pena. São mensagens ácidas, politicamente incorretas, chegando quase a humor negro. Algumas podem mesmo ofender, mas que dá vontade de mandar várias, dá. São opções para praticamente todo tipo de situação ou data comemorativa.
Algumas pessoas (principalmente quem recebe) podem considerar de mau gosto, mas o fato é que são engraçados. Aquelas alfinetadas que quase mereciam uma camiseta. O Wrongcards é mais pesado, com imagens mais diretas. O Someecards é mais sutil e usa ilustrações com estilo antigo. Bem melhores que muitos sites que oferecem os tradicionais e chatos webcards com textos terminados em reticências…
Publicado em 20 de Maio de 2008

É o maior acontecimento da cidade, é o Rampenfest!
“A rampa” é uma interessante ação da BWM para divulgar seus modelos 1-Series nos Estados Unidos. Consiste, principalmente, na produção de um documentário, The Ramp, dirigido pelo cineasta Jeff Schultz, sobre a pequenina cidade de Oberpfaffelbachen, na Alemanha. Mostra o empenho da população local em construir uma gigantesca e absurda rampa, pela qual um carro será lançado através do Atlântico até os EUA. (A história do filme é mentira, o diretor não existe e a cidade também não). A inauguração celebrará o Rampenfest.
Como um acontecimento como esse não poderia passar em branco, haverá eleição da Miss Ramp, e estão sendo comercializados produtos comemorativos. Mais informações podem ser obtidas no site oficial da cidade. Já sobre o filme, o blog do diretor é uma boa opção.
Para coroar, a ação percorre blogs, está no Facebook e tem Flickr. Afinal, executar uma ação desse tipo sem o suporte de mídias sociais seria quase desastroso.
Publicado em 11 de Fevereiro de 2008

“É tudo uma questão de estar preparado. Ao menos existe esperança.”
Hummer é um monstruoso carro da GM projetado inicialmente para uso militar. Um veículo fora de contexto. Superforte e resistente, pode atravessar certos rios, passar por enchentes, rebocar um avião (que útil!), subir paredes, andar numa roda só, enfim… Claro que nenhum americano que pagou centenas de milhares de dólares por um desses vive sequer numa rua esburacada.
Não é dificil imaginar que o dono possa se sentir idiota com um carro desses. Além disso, o carro coleciona críticas por consumir mais combustível (e ser mais poluente), além de ocupar muito espaço. E é alvo de diversas gozações. Muita gente lá adora odiar o Hummer. Com posts em blogs, passando pelo site “I humped your Hummer” (algo como “Eu catraquei seu Hummer”), que reúne vídeos de pessoas simulando posições de intercurso sexual com Hummers alheios, até um simpático abaixo-assinado virtual contra o McDonald´s, pelo fato de a lanchonete ter distribuído miniaturas do carro como brinde do McLanche Feliz.
Eis então que a GM lançou uma nova ação junto aos proprietários do polêmico veículo: o Hummer HOPE - Hummer Owners Prepared for Emergencies. Uma brigada de voluntários que, munidos de seus poderosos tanques de guerra, aliás, carros, podem ajudar muita gente em situações de catástrofe e – por que não – ataques terroristas. (Lembrando que eles são os que têm bunkers no quintal para se esconder do Bin Laden).
Simples assim: passa um tufão, todo mundo fica desesperado, mas você, que tem um Hummer, pode levar os vizinhos até um abrigo e ainda voltar para buscar o cachorro. De repente o carro passa a fazer todo o sentido (será?) e os donos passam a ser vistos como super-heróis! E nem de longe é de brincadeira, o grupo é assessorado e orientado pela Cruz Vermelha. O vídeo da campanha faz qualquer bom americano se sentir desprotegido sem um Hummer.
O site do grupo tem ainda uma galeria de imagens de tragédias e uma lojinha de roupas e acessórios da brigada. A ação pode ser vista como bizarra, mas deve funcionar. De maneira apelativa ou não, encontraram uma justificativa nobre para o carrinho. Atualmente o HOPE conta com cerca de 250 membros.
Publicado em 18 de Dezembro de 2007

Aqui é Ben Eckerson, falando diretamente do mundo da bolha.
A agência americana Mckinney, para festejar os feriados de Natal, colocou seu produtor Ben Eckerson dentro de um globo de neve gigante e inflável, tipo os clássicos suvenires. Surgiu assim o Snowglobe Boy.
O globo fica no próprio escritório da agência e Ben faz (quase) tudo lá mesmo: trabalha, se alimenta e dorme. As pausas (principalmente para as necessidades) são de exatos 51 minutos diários – número bizarro que ele calculou somando os dias do Hanukkah, do Natal e Kwanzaa, multiplicados pelo número de feriados do mês.
A idéia inicial é que ele permaneça lá até o fim do ano, sempre monitorado por três câmeras transmitindo ao vivo. Ben mantém um blog em que conta as limitadas aventuras.
Os objetivos declarados são: bater o recorde de permanência num objeto assim (mas como ainda não encontraram uma marca anterior, já se declaram vencedores) e espalhar o espírito natalino mundo afora – pela web.
Rolou um chat mas as ofensas foram muitas e ele foi tirado do ar. Aproveitando ainda, camisetas da inusitada ação estão sendo vendidas.
Publicado em 1 de Outubro de 2007

Extreme Makeover ou Supersize-me religioso?
Arnold Stephen Jacobs Jr, ou só A. J. Jacobs é um jornalista americano que passou um ano seguindo (ou tentando seguir) todos os mandamentos bíblicos, dos mais conhecidos aos mais obscuros. Bom, A. J. Jacobs já podia ser considerado estranho por seu projeto anterior (concluído): ler, em um ano, todos os 32 volumes da Enciclopédia Britannica, experiência que resultou no livro “Know-It-All”
Dessa vez o desafio era bem maior. Mas dadas as circunstâncias, ele foi bem-sucedido. Da lista das mais de 700 regras e proibições identificados no livro sagrado, ele respeitou boa parte, burlou outras e tentou adaptar algumas. Do que vale ressaltar: Jacobs passou o ano todo usando somente trajes brancos, mas não conseguiu evitar tecidos de fibras mistas; não cortou nenhum cabelo ou pêlo facial, mas não pôde sair apedrejando as pessoas por cometer adultério; não se casou com a irmã de sua esposa e não conseguiu evitar a cobiça – o que segundo ele, morando em Manhattan, é como pedir para não respirar. A experiência é contada no livro “The Year of Living Biblically”, que está prestes a ser lançado (mas que já coleciona recomendações). A Paramount também já fez uma proposta para levar o caso para a telona.
De todo o processo, o que Jacobs diz levar como maior lição é uma crítica ao fundamentalismo. Ele, que durante esse ano foi um ultrafundamentalista, percebeu o quanto prejudicial são algumas doutrinas que pregam certos comportamentos mas que, na verdade, estão apenas selecionando partes convenientes dos ensinamentos antigos.