Publicado em 8 de Agosto de 2008

Exemplo de uma das maiores empresas do mundo.
O site Brand Tags é bem simples, mas com uma proposta muito interessante: mostrar o que as pessoas pensam das marcas. Até aí, nada de muito novo. O legal é que os resultados são exibidos em tag-clouds, onde, visualmente, percebemos os resultados mais populares.
A participação é superfácil. Aparece o logo de uma marca ou empresa e você escreve o que lhe ocorre primeiro. Confiável, cara, uma porcaria, qualidade, tradição etc. Bacana para comparar marcas concorrentes. E vem a calhar em tempos de transparência e de voz total ao consumidor. Além de outras percepções curiosas. Por exemplo, a página da Pirelli mostra que “calendário” é mais lembrado que “pneu”.
Publicado em 11 de Junho de 2008

Você monta e compartilha o vídeo das camisetas.
UT Loop, ferramenta da grife japonesa UNIQLO, é o jeito mais interessante que já se viu para promover camisetas (ok, talvez junto com clipe D.A.N.C.E, do Justice). A idéia aqui é criar um mix, um som, a partir de sílabas, vozes e pedaços de palavras disponíveis. Cada fragmento é dito por um modelo usando alguma camiseta da coleção que, aliás, conta com ilustrações de monstros como Keith Haring.
Dá para brincar digitando enquanto rola o fundo musical ou criar um loop do zero, que no final vira widget para sites. Veja o exemplo da Newz aqui.
Publicado em 28 de Maio de 2008

Bisbilhotice 2.0
Coolspotters é um site, uma ferramenta, que facilita a vida de quem quer saber que produtos os famosos usam e que marcas consomem. Por curiosidade, porque achou bonito ou por tietagem mesmo. O visitante pode fazer sua busca por marca ou por celebridade. No último caso, a busca pode incluir nomes de personagens. Jack Bauer pode usar óculos D&G e Kiefer Sutherland, da Gucci. Tudo a partir das fotos mais recentes publicadas na imprensa.
E estão ali estrelas de diversos setores. Numa foto do senador americano Barack Obama, ele aparece usando um iPhone. O usuário logo pode avaliar tanto o político quanto o telefone, pode descobrir que outros produtos ele já apareceu usando ou ainda saber que outras personalidades também já foram vistas com o gadget.
A idéia não é exatamente nova. Surgiu do costume das pessoas quererem usar produtos iguais aos dos ídolos. Mas o Coolspotters é o mais colaborativo e “editável”. Logicamente, toda pesquisa é seguida por links que facilitam a compra dos produtos. Interessante poder seguir determinado artista ou grife, e ser informado sobre quem está usando o quê. Meio nóia?
Publicado em 7 de Maio de 2008

Seria o cinema 2.0?
IndieGogo é uma nova comunidade destinada a colocar fãs e cineastas em contato para viabilizar filmes independentes. O site foi lançado durante o último Festival de Sundance, por estudantes da Universidade de Berkeley.
Os fãs e interessados descobrem e entram em contato com novos artistas. Esses conseguem idéias e contribuições valiosas, o que faz com que cada projeto nasça com uma massa crítica. Não ocorre uma interferência direta nos filmes, não é um roteiro colaborativo. Cada etapa é feita pelo profissional destinado. Mas as maneiras de ajudar a produção são várias. E, embora raro, qualquer um pode postar uma idéia para um projeto.
Segundo os criadores, a proposta é uma evolução do “Do It Yourself“ – que regia a produção independente – para o “Do It With Others”. Falam ainda que o resultado são filmes mais relevantes para as pessoas.
Quem paga a conta é a comunidade também. Os participantes podem doar qualquer quantia para os projetos pelos quais se interessarem. Se não puderem – ou não quiserem – entrar com a grana propriamente, o IndieGoGo organiza e auxilia para que a pessoa possa colaborar na divulgação, na promoção, na avaliação… Os usuários podem, por exemplo, colocar widgets em blogs, divulgando o filme.
Com os custos de produção caindo, a idéia de tornar idéias em filmes e fãs em envolvidos não parece distante. É esperar para ver um sucesso saído do IndieGogo. Até o momento, mais de 50 projetos já foram enviados.
Publicado em 22 de Abril de 2008

Hotsite divertido e fácil de participar.
A Adidas e a Diesel juntaram-se para criar uma linha especial de jeans e tênis. Para divulgar, foi produzido o The 83, que apresenta 83 maneiras, das mais originais, para se passar bem o tempo. Eles listaram e exemplificaram (fizeram o primeiro post) 83 atividades das mais curiosas: Mostrar seu espírito, brincar na chuva, criar uma sociedade secreta, encontrar um tesouro, esquecer que as pessoas estão olhando, ser pego no flagra, fazer alguém sorrir, caçar algo, construir a maior qualquer coisa, fingir ser outra pessoa, não fazer sentido etc. A maioria passando valores de liberdade e atitude, relacionando-os assim às marcas.
Então, o visitante escolhe qual atividade vai fazer e posta, na seqüência, sua foto, vídeo ou texto. Interessante porque os exemplos dados são muito bem produzidos e o número de sugestões faz com que seja quase impossível não se identificar com alguma. As roupas ficam realmente em segundo plano. O foco é mesmo o conteúdo estimulado pelo site e devolvido pelos usuários.
Publicado em 3 de Abril de 2008

Liberty, o encantador de carrinhos!
“Os vejo abandonados… Isso me entristece. Não é certo. Eu entendo eles, assim sozinhos, magoados.” Um discurso normal - se o comovido narrador não estivesse se referindo a carrinhos de compras. No More Abandoned Carts é o site da causa de Liberty Filmore, o encantador e amigo dos carrinhos abandonados. Isso mesmo. Ele sai com sua caminhonete em busca de carrinhos perdidos e os convence a voltar para as lojas. Não é fácil, é preciso um fino trato, pois eles podem ficar agressivos.
Para entender melhor como atua Mr. Filmore, vale a pena se sensibilizar com seu videodepoimento. E depois ficar amigo é fácil. Já que o site do cara é cheio de gifts (ícones, wallpapers etc), ele está no Facebook, no MySpace e, principalmente, é uma figura simpática.
Ainda bizarro demais? Pois veja que faz todo o sentido: é uma ação da VeriSign, gigante em fornecimento de infra-estrutura digital, que de um jeito bem-humorado explicita um grave problema para as lojas virtuais: as compras não finalizadas. Muitas vezes preocupados com a segurança, visitantes enchem o carrinho virtual de produtos mas acabam desistindo de comprar. Vale a pena conferir até que ponto a brincadeira foi levada a sério.
Publicado em 12 de Março de 2008

Os personagens ficaram tão famosos que o cliente adorou.
Pelochos são bichinhos vermelhos, bem parecidos com o Elmo, da Vila Sésamo, criados para uma série de campanhas para o serviço de informações telefônicas 11888, da Espanha.
Aconteceu que os simpáticos bichinhos sem pernas (afinal são números 8, peludinhos. Oitos (ochos) peludos, pelochos) caíram nas graças do público. E foram tantos os pedidos por informações, imagens, bonecos etc, que a empresa lançou um portal só dos personagens, o Mundo Pelocho. Trata-se de uma comunidade lúdica que pretende reunir os fãs que já manifestavam o carinho pelos bonequinhos em blogs e vídeos.
A idéia é que os próprios usuários mantenham a comunidade viva, alimentando-a, por exemplo, com fotos suas com os Pelochos. Sim, pois eles estão em turnê pela Espanha. A pessoa acompanha no site o local por onde eles passarão, vai lá encontrar-se com eles e manda a foto para o site, acumulando pontos e concorrendo a prêmios.
No site é possível, inclusive, conversar com os personagens. Tudo muito bem trabalhado com as mídias sociais (Flickr, YouTube, blog e outro blog). Ótima e inteligente solução para a situação em que o personagem fica maior que a marca. ¡Viva los muñequitos!
Publicado em 5 de Março de 2008

Em tempos de Toy Art, um ótimo filão.
Como parte das ações para promover o novo filme da série Indiana Jones, os produtores do filme fizeram uma parceria com a Lego, que lançou uma linha de produtos exclusivos do filme. São brinquedos inspirados nos personagens e em cenas clássicas, não só do filme novo. Tudo com o traço clássico das pecinhas de plástico.
E para promover tanto os brinquedos quanto o filme, foi criado um hotsite bem incrementado. Além de trailer do filme e gifts (wallpapers, screensaver, etc), existe uma área, com cenas recriadas com Lego, onde os visitantes podem colaborar com criações próprias. Mas o que chama mais a atenção é o advergame, com uma trama na qual é preciso desvendar mistérios para avançar. O que não é fácil, exige prática. Mas o mais legal do jogo é mesmo o fato de você controlar um Indiana versão Lego. Para fãs de todas as idades, afinal as pecinhas não envelhecem (o Harrison Ford sim).
Publicado em 28 de Fevereiro de 2008

A primeira regra: não existem regras.
Atos Aleatórios de Cheetos – ou simplesmente RAoC. Esse é o nome da organização que visa promover eventos, atitudes, armações (nem sempre politicamente corretas) envolvendo o salgadinho. O “movimento” teve início a partir de um curioso comercial para a TV, seguido pelo site Orange Underground e se desdobrando também em um canal no YouTube, blogs, etc (aumentando consideravelmente o tempo em contato com a marca).
A apresentação do site fica por conta de um vídeo meio no estilo Iniciativa Dharma (LOST). Nele, um sujeito - com um prendedor de gravata de Cheetos - explica as desregras básicas do movimento RAoC. A campanha tem o apelo do mistério. Não se sabe quem está por trás, nem o que é verdade ou não, se existem desdobramentos em outras mídias, se os vídeos são mesmo feitos por consumidores, etc. Deve rolar uma espécie de ARG durante os próximos meses.
Para exemplificar, esses atos são coisas como: soltar uma bola gigante de Cheetos ladeira abaixo, abrir o teto solar de um carro e lotar de Cheetos, fazer um lança-Cheetos utilizando um aspirador de pó, etc. Existe até o RAoC Cookbook, um manual de instruções com alguns dos atos.
A campanha se assemelha a ação de Mentos e Diet Coke, no sentido de que os produtos não são apresentados como alimentos. Porém, naquele caso as empresas aproveitaram uma idéia que surgiu do público. Aqui a deturpação vem de Cheetos mesmo.
Um blog “amador” foi feito também para dar suporte à campanha, que envolve a monitoração de outras páginas também. Um conhecido site sobre publicidade recebeu um comentário de um certo “Cheet01” 15 minutos após postar sobre o case. Agradecia os elogios e convidava o blogueiro a se unir ao movimento. É aguardar para ver que outras interações estão sendo preparadas (um evento para o 1º de Abril já é anunciado).
Publicado em 14 de Fevereiro de 2008

Trazendo para o mundo virtual uma comunidade das antigas.
Sabe-se que dificilmente uma marca terá sucesso criando “seu próprio Orkut”. A não ser que a relevância seja realmente grande. E é exatamente esse o caso da Jeep Community.
Não é novidade o forte envolvimento dos jipeiros com a marca. Principalmente porque o carro é diretamente associado a experiências, viagens, momentos de diversão e aventura. Nesse caso, a Jeep tomou como ponto de partida justamente os tradicionais e antigos Jeep Clubes, para sem competir, criar uma comunidade que agregue os apaixonados por jipes, estimulando a troca de informações e mais.
Por meio de uma inteligente integração com YouTube, Flickr, Facebook e MySpace, os usuários podem combinar trilhas, ler notícias, compartilhar fotos e vídeos de seus passeios, etc. Além da boa navegação, o site conta com uma linha do tempo com todos os modelos da Jeep.
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