Publicado em 13 de Agosto de 2008

Produtos ecologicamente corretos sem cara de estrume de bambu reciclado.
Bransparent é um portal de moda - um shopping - que reúne mais de 40 marcas que têm em comum a preocupação de produzir com responsabilidade ambiental e social. As ambientalmente responsáveis se comprometem basicamente a preservar os recursos naturais, controlar a emissão de resíduos etc.
Já a responsabilidade social envolve principalmente as condições de trabalho dos empregados. Tudo controlado por órgãos de certificação reconhecidos. E o mais legal é que os produtos parecem “normais”. São roupas e acessórios pra lá de hype. Preços… médios.
Publicado em 22 de Julho de 2008

Um boost na auto-estima.
You are beautiful (você é lindo/linda) é uma afirmação simples, mas forte e de fácil compreensão, espalhada pelo mundo por um coletivo artístico de Chicago. A intenção é “fazer a diferença criando momentos positivos e de auto-realização”. Ou simplesmente fazer as pessoas se sentirem melhores. Ressaltam, porém, que o esforço todo é para que as frases sejam recebidas como simples mensagens, sem maiores divagações.
O site, além das imagens das instalações já feitas, mostra contribuições de pessoas de fora do grupo e oferece adesivos gratuitos (com a inscrição “you are beautiful”, claro).
Publicado em 28 de Maio de 2008

Bisbilhotice 2.0
Coolspotters é um site, uma ferramenta, que facilita a vida de quem quer saber que produtos os famosos usam e que marcas consomem. Por curiosidade, porque achou bonito ou por tietagem mesmo. O visitante pode fazer sua busca por marca ou por celebridade. No último caso, a busca pode incluir nomes de personagens. Jack Bauer pode usar óculos D&G e Kiefer Sutherland, da Gucci. Tudo a partir das fotos mais recentes publicadas na imprensa.
E estão ali estrelas de diversos setores. Numa foto do senador americano Barack Obama, ele aparece usando um iPhone. O usuário logo pode avaliar tanto o político quanto o telefone, pode descobrir que outros produtos ele já apareceu usando ou ainda saber que outras personalidades também já foram vistas com o gadget.
A idéia não é exatamente nova. Surgiu do costume das pessoas quererem usar produtos iguais aos dos ídolos. Mas o Coolspotters é o mais colaborativo e “editável”. Logicamente, toda pesquisa é seguida por links que facilitam a compra dos produtos. Interessante poder seguir determinado artista ou grife, e ser informado sobre quem está usando o quê. Meio nóia?
Publicado em 22 de Abril de 2008

Hotsite divertido e fácil de participar.
A Adidas e a Diesel juntaram-se para criar uma linha especial de jeans e tênis. Para divulgar, foi produzido o The 83, que apresenta 83 maneiras, das mais originais, para se passar bem o tempo. Eles listaram e exemplificaram (fizeram o primeiro post) 83 atividades das mais curiosas: Mostrar seu espírito, brincar na chuva, criar uma sociedade secreta, encontrar um tesouro, esquecer que as pessoas estão olhando, ser pego no flagra, fazer alguém sorrir, caçar algo, construir a maior qualquer coisa, fingir ser outra pessoa, não fazer sentido etc. A maioria passando valores de liberdade e atitude, relacionando-os assim às marcas.
Então, o visitante escolhe qual atividade vai fazer e posta, na seqüência, sua foto, vídeo ou texto. Interessante porque os exemplos dados são muito bem produzidos e o número de sugestões faz com que seja quase impossível não se identificar com alguma. As roupas ficam realmente em segundo plano. O foco é mesmo o conteúdo estimulado pelo site e devolvido pelos usuários.
Publicado em 25 de Março de 2008

Um “SE LIGA PÔ!” para quem se acha dono do mundo.
Quem não se revolta quando vê um idiota ocupando duas vagas no estacionamento quando já é difícil conseguir uma? Ou ao constatar que alguém conseguiu a proesa de bloquear o seu carro num lugar com vagas demarcadas. Enfim, é fácil achar por aí gente que pára o carro mal pra caramba. E parece que nem se toca. Pensando nisso, ou seja, para dar esse toque, foi criado o site I park like an idiot, que publica flagras e vende adesivos “Eu estaciono que nem um idiota” para a galera colar nos desrespeitosos. Um protesto bem-humorado e útil. A web se tornou também uma caçada ao comportamento social inadequado. Tem um outro site, You park like an asshole, onde é possível imprimir modelos de multas de trânsito (de mentirinha), cuja infração é justamente estacionar (bem) mal.
Publicado em 25 de Fevereiro de 2008

Uma idéia na cabeça e uma capa de disco na frente.
Não se sabe se uma campanha publicitária inspirou outra, que inspirou o mundo ou se foi o inverso. O fato é que tirar fotos com capas de discos, completando a imagem, virou mania. (Com livros e revistas também, mas legal mesmo é bolachão.) E pela web isso foi se multiplicando, até que um radialista do País de Gales decidiu montar um site para reunir as criações. É o Sleeveface, que recebe e publica as contribuições do mundo todo (agrupadas também num Flickr).
A modalidade ganhou status de arte, e deve se proliferar ainda mais. Uma loja de LPs de Londres prepara uma exposição só com fotos assim. E uma editora dos EUA está montando um livro com as fotos mais interessantes. Tem muitas fotos boas. É viciante ver e, pelo jeito, fazer. O site chegou a ser contactado por donos de lojas de discos, que contaram que pessoas estavam tirando fotos com as capas…
Publicado em 14 de Fevereiro de 2008

Trazendo para o mundo virtual uma comunidade das antigas.
Sabe-se que dificilmente uma marca terá sucesso criando “seu próprio Orkut”. A não ser que a relevância seja realmente grande. E é exatamente esse o caso da Jeep Community.
Não é novidade o forte envolvimento dos jipeiros com a marca. Principalmente porque o carro é diretamente associado a experiências, viagens, momentos de diversão e aventura. Nesse caso, a Jeep tomou como ponto de partida justamente os tradicionais e antigos Jeep Clubes, para sem competir, criar uma comunidade que agregue os apaixonados por jipes, estimulando a troca de informações e mais.
Por meio de uma inteligente integração com YouTube, Flickr, Facebook e MySpace, os usuários podem combinar trilhas, ler notícias, compartilhar fotos e vídeos de seus passeios, etc. Além da boa navegação, o site conta com uma linha do tempo com todos os modelos da Jeep.
Publicado em 12 de Fevereiro de 2008

Uma melhor que a outra…
Acontece com todo mundo. Nos flagramos ouvindo um pedaço de uma conversa alheia e pensamos o quão estranho foi. É o cara que passa falando uma frase sem sentido algum ao telefone, uma conversa de fila, a resposta criativa que a mãe inventa para dar uma ordem para o filho pequeno, etc.
Overheard Everywhere (algo como “ouvi por aí”) é exatamente uma coletânea dessas pérolas, que de tão absurdas – principalmente porque, normalmente, não sabemos o contexto – queremos mais é contar para alguém. O site tem sua versão corporativa, Overheard in the Office, na praia, e um só de Nova York.
Existe uma engraçada versão brasileira, o Conversas Furtadas, que se define como um blog coletivo de fragmentos de diálogos de todo lugar. Tem umas ótimas, como essa ouvida na rua:
— Dez real.
— Tudo isso? Faz um desconto, eu sou estudante…
— E eu, que sou camelô?!
Publicado em 11 de Fevereiro de 2008

“É tudo uma questão de estar preparado. Ao menos existe esperança.”
Hummer é um monstruoso carro da GM projetado inicialmente para uso militar. Um veículo fora de contexto. Superforte e resistente, pode atravessar certos rios, passar por enchentes, rebocar um avião (que útil!), subir paredes, andar numa roda só, enfim… Claro que nenhum americano que pagou centenas de milhares de dólares por um desses vive sequer numa rua esburacada.
Não é dificil imaginar que o dono possa se sentir idiota com um carro desses. Além disso, o carro coleciona críticas por consumir mais combustível (e ser mais poluente), além de ocupar muito espaço. E é alvo de diversas gozações. Muita gente lá adora odiar o Hummer. Com posts em blogs, passando pelo site “I humped your Hummer” (algo como “Eu catraquei seu Hummer”), que reúne vídeos de pessoas simulando posições de intercurso sexual com Hummers alheios, até um simpático abaixo-assinado virtual contra o McDonald´s, pelo fato de a lanchonete ter distribuído miniaturas do carro como brinde do McLanche Feliz.
Eis então que a GM lançou uma nova ação junto aos proprietários do polêmico veículo: o Hummer HOPE - Hummer Owners Prepared for Emergencies. Uma brigada de voluntários que, munidos de seus poderosos tanques de guerra, aliás, carros, podem ajudar muita gente em situações de catástrofe e – por que não – ataques terroristas. (Lembrando que eles são os que têm bunkers no quintal para se esconder do Bin Laden).
Simples assim: passa um tufão, todo mundo fica desesperado, mas você, que tem um Hummer, pode levar os vizinhos até um abrigo e ainda voltar para buscar o cachorro. De repente o carro passa a fazer todo o sentido (será?) e os donos passam a ser vistos como super-heróis! E nem de longe é de brincadeira, o grupo é assessorado e orientado pela Cruz Vermelha. O vídeo da campanha faz qualquer bom americano se sentir desprotegido sem um Hummer.
O site do grupo tem ainda uma galeria de imagens de tragédias e uma lojinha de roupas e acessórios da brigada. A ação pode ser vista como bizarra, mas deve funcionar. De maneira apelativa ou não, encontraram uma justificativa nobre para o carrinho. Atualmente o HOPE conta com cerca de 250 membros.
Publicado em 6 de Fevereiro de 2008

Você resistiria a uma espiadinha matadora?
Alguma polêmica e uma sugestão de debate moral em relação a web ditam o tom da campanha de lançamento do filme Untraceable (algo como “Irrastreavel”), que estreou nos EUA em 26 de janeiro. Na trama, o assassino amarra uma vítima e passa a transmitir a cena por um site. Mais: cria um sistema que injetará veneno no condenado a medida em que os acessos ao site aumentem. Site que, na história, é impossível de ser rastreado, o que deixa o FBI num embaraço. Eles clamam à população para não acessarem o endereço, mas a curiosidade (e o fator “viral”) faz os acessos bombarem.
Voltando ao inofensivo mundo real, a campanha se desenvolveu a partir da “URL assassina” killwithme.com, que aparece no trailer, e, claro, gerou uma horda de curiosos. Ao acessar a página, o usuário é questionado se “deseja continuar, sabendo que isso pode causar sérios danos a uma pessoa inocente”. Não resiste ao clique? Não se sinta tão mal. Segundo o próprio site, 91% dos visitantes ignoram o aviso.
Independente da qualidade do filme, a questão é mostrar a reação das pessoas em situação desse tipo, além de uma hipotética situação em que “fenômenos Katilce” se tornam uma questão de vida ou morte.
Próxima página »