Publicado em 31 de Outubro de 2007

Esse avatar é o bicho!
Build Your Wild Self é uma ação criada para promover o Zoológico do Bronx, em Nova York. No site, o visitante cria seu avatar e depois adiciona partes de animais do parque, gerando imagens bizarramente legais. Aderência total ao “produto” em questão.
A ação é focada no público infantil, mas a qualidade da ferramenta diverte qualquer um. Em tempo, o mesmo Zôo havia chamado a atenção com uma interessante campanha de cartazes
Publicado em 30 de Outubro de 2007

Já pensou onde (fora da cidade de São Paulo) você colaria?
Operação Firefox é uma ação mundial da Mozilla para difundir seu navegador por meio de adesivos gigantes (1 metro de diâmetro), a serem colados em lugares com a maior visibilidade possível. O processo é simples também. Você deve mandar o projeto para eles, descrevendo o lugar, motivos, explicando se pode ou não, etc. Se aprovado, você receberá o gigantesco logo e acessórios necessários para a operação.
Além da fama (eles divulgarão os “agentes” tanto quanto a ação, que já vem causando burburinho na web) os prêmios são Powerbooks Apple e videogames Nintendo Wii. Quem ficar muito interessado em participar, mas não conseguir emplacar um plano convincente, os mesmos adesivos estão à venda no site, por 69 doletas.
Publicado em 29 de Outubro de 2007

Você quer minha lingerie ou só meu chocolate?
Algumas campanhas virais conseguem tão rapidamente seus objetivos que a marca logo tem que aparecer. Foi o caso da Lingerie 4 Men, que surgiu como a única marca de lingerie do país (Nova Zelândia) desenvolvida exclusivamente para homens. A suposta empresa apresentava campanha com vídeos (que logo se popularizaram no YouTube), telefone para contato, etc. O protagonista da campanha é o modelo Mark Hathaway, e o slogan, “Mark had the nuts to do this”, algo como “Mark teve culhões pra fazer isso”.
Mistério desfeito, o site é uma ação do chocolate Snickers, com suas grandes nozes (daí o trocadilho). Decepção para os interessados nas peças de vestuário, que não foram poucos: somente na primeira semana do site, mais de 15 mil pessoas entraram em contato querendo saber quando a linha de lingerie começaria a ser vendida. E para garantir que nenhum machão pudesse olhar torto para a marca, o MySpace da campanha, Get Some Nuts é no melhor estilo Chuck Norris / Capitão Nascimento.
Publicado em 26 de Outubro de 2007

É quase como brincar de Mr. Burns.
Baseado em informações e previsões reais, o jogo Energyville, da Chevron (distribuidora de energia, uma “petro”) te propõe o desafio de prover uma cidade de energia. E aí começa a diversão. Em primeiro lugar, porque você dá nome ao lugar. Daí é escolher entre as fontes de energia (solar, eólica, carvão, hidrelétrica, nuclear…) e instalar até que se atinja o abastecimento necessário. Mas cada escolha envolve diferentes impactos ambientais, econômicos e riscos.
Parece um mini SIM CITY. Completada a primeira etapa, você avança no tempo até 2015 para analisar os resultados e novas necessidades. Mas também tem a disposição novas fontes, como energia a partir do hidrogênio. Tudo com muita informação numa navegação agradável.
O objetivo é educar a todos sobre como cada forma de energia nos afeta. O site oferece ainda um fórum para discussões. Devemos lembrar porém que prós e contras de cada fonte provavelmente estão “adaptados” para não condenar o business da Chevron.
Publicado em 25 de Outubro de 2007

Isso, põe o dente aí que logo mais a fadinha vem te visitar.
“Menino, não engole a semente que vai nascer uma melancia na sua barriga! Filha, os bebês… ahn… eles vêm pela cegonha!” Pois é, uns mais, outros menos, por influência dos pais ou dos amigos, todos acreditávamos em tanta coisa quando éramos crianças que daria um livro. Ou melhor, um site colaborativo.
Essa é a idéia do I used to believe. As pessoas vão lá e postam – tudo organizado por categorias – as histórias que juravam ser verdade outrora.
O site vale pelo conteúdo, tá longe de ser um bom exemplo de layout e navegação. Mas a idéia pode muito bem ser desdobrada numa ação promocional para alguma marca “família”. Ok, passa o tempo e a gente descobre que era mentira que “a praia tá fechada”, mas quanta gente prefere não tomar manga com leite?
Publicado em 24 de Outubro de 2007

Dia de fúria.
O jogo Elimine seu Chefe é, segundo seu criador, um serviço de utilidade pública. Em vez de machucar alguém, você desconta sua raiva matando o chefe pentelho do game, que chega dando bronca. Você se diverte com as 17 maneiras possíveis de eliminar o coitado. Vale usar o grampeador, a gaveta, a lata de lixo…
É muito engraçado, e após cada “eliminação”, um simpático botão cleaner cuida de tudo para você continuar a matança. E como sabemos que sempre alguém pode achar estranho, tem um botão de pânico que faz surgir na tela 10 dicas de boa convivência no ambiente de trabalho. É a paz por meio da violência de mentira.
Publicado em 23 de Outubro de 2007

Dá pra ser sério e divertido, entreter com causa?
Let’s Change the Game é uma competição para a elaboração de um ARG (alternate reality game) que ajude a pesquisa contra o câncer no Reino Unido. Os criadores do projeto vencedor receberão uma verba para a realização do jogo, além de serem monitorados por desenvolvedores renomados desse tipo de ação.
Grupos de todo o mundo podem se inscrever. O trabalho escolhido receberá uma verba inicial de 2.600 dólares, acesso às instalações dos centros de pesquisa além de ter à disposição uma grande equipe de voluntários do instituto. Mais: campanha de divulgação que inclui TV e um mailing de 20 milhões de pessoas.
Entre os objetivos estão: mostrar que os ARGs podem ser mais úteis para a sociedade como um todo (talvez se referindo ao engajamento que os participantes têm); conscientização da população sobre essas pesquisas científicas e divulgação da própria instituição.
Uma grande oportunidade para aspirantes a autores de ARGs para ganhar experiência num projeto sério e com propósito nobre.
Publicado em 22 de Outubro de 2007

Tão bem feito que assusta.
Mais uma vez uma ação do seriado Dexter chama a atenção. Para quem não sabe, a série mostra um médico legista que trabalha para a polícia de Miami e que, nas horas vagas, é também um serial killer.
Agora, em vez de arriscar seus dedos, você (ou a pessoa para quem você enviar a pegadinha) pode ser a próxima vítima do psicopata bonzinho. No site Slice of Life TV - uma espécie de YouTube falso – você vê uma reportagem de TV personalizável que mostra evidências de que o próximo da lista é mesmo quem você indicar para a “brincadeira”. E que só no final revela ser uma armação.
Muitos dos virais de sucesso acabam sendo os que humilham ou aterrorizam alguém. Esse assustou muita gente. A ponto de a agência que criou a ação (Ralph, de Londres) receber ligações de pessoas – e até da Scotland Yard – reclamando.
Publicado em 18 de Outubro de 2007

Ah, nada como o tumulto pelo tumulto.
Este ano a Fórmula 1 deu muito o que falar. E na reta final, com o título em jogo, a disputa entre o espanhol Fernando Alonso e o inglês Lewis Hamilton praticamente partiu pra baixaria. Mas dessa vez com bom humor.
Pincha la rueda de Hamilton (Fure o pneu do Hamilton) é uma ação oportunista criada pela agência Tequila, da Espanha (obviamente), que possibilita ao usuário dar uma ajudinha virtual ao piloto espanhol. Você pega um prego, um porco-espinho ou um outro objeto pontiagudo e escolhe em qual lugar da pista de Interlagos vai deixar. E ainda pode mandar um recado pro inglês. Se depender desse viral, Alonso leva o tri: no ar há menos de dois dias, o site já registra mais de 110.000 participações.
Publicado em 17 de Outubro de 2007

A nada fácil vida da turma da correria.
Canal Motoboy é um projeto que mostra o dia-a-dia desses profissionais que tanto dividem opiniões. Tendo como parceiros o Centro Cultural São Paulo e a prefeitura, a idéia é apresentar na web a realidade de 11 motoboys e uma motogirl. Eles captam imagens e vídeos por celular e enviam direto para suas páginas. Cada um tem o seu blog simplificado.
Lá podemos ver imagens da vida pessoal, filhos, etc. Mas o que mais chama a atenção são os eventos que permeiam a rotina dos motociclistas. Muitos acidentes flagrados, alguns envolvendo vítimas fatais (o site contém imagens chocantes); trânsito até não poder mais, muitas entradas e recepções de edifícios e, claro, suas máquinas, que exibem com orgulho.
E como não poderia deixar de ser, aproveitam o espaço para reclamar de discriminação (quando são impedidos de entrar em algum edifício, por exemplo) e do preconceito que ainda sofrem. A tempo, na cidade de São Paulo já são mais de 300 mil motoboys.
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